Sinagoga de Satanás
O Apocalipse faz duas referências à "sinagoga de Satanás", a primeira no contexto da perseguição sofrida pela igreja de Esmirna, e a Segunda na carta à igreja de Filadélfia, com sabor escatológico e também ligada à perseguição (2:9;3:9). Segundo Tertuliano, os judeus. Opondo-se ao evangelho, tornaram-se um centro promotor de perseguição, planejando ali as acusações que fariam contra os cristãos às autoridades. Atos indica que isso foi verdade desde o principio (13:45-50;14:2;17:5,13;etc). Que mudança lastimável! De local de estudo e orações, num centro de intrigas e maquinações, onde eram tramados planos para combater a Jesus e Seus seguidores.
Como já referido, sinagoga significa congregação, e o próprio Apocalipse chama a Satanás de acusador (12:10). Portanto Sinagoga de Satanás é a congregação dos que acusam. A fórmula se amolda ao que vinha ocorrendo. Na verdade, o grande acusador da igreja é o diabo, e seus seguidores não lhe ficam atrás. Finalmente, ele congregará (o mundo para a última batalha contra Deus e Seu povo (16:14,16). Naquele dia, Armagedom (que significa o monte de Megido) se transformará numa gigantesca "sinagoga de Satanás", que envolverá a humanidade. Em outras palavras, a perseguição do passado é um tipo de perseguição futura e final, e nesse tempo a mensagem à igreja de Esmirna será de grande alento para o povo de Deus.
Nos Últimos Dias
Segundo a profecias, a "sinagoga de Satanás", isto é, o grupo de acusadores, estaria de volta nos dias finais. E.G. White fala que apóstatas manifestarão "a mais amarga inimizade, fazendo tudo o que está ao seu alcance pata oprimir e difamar seus antigos irmãos, e incitar a indignação contra eles." – Testimonies, vol.4,pág 463. Serão os piores inimigos da Igreja, pois "quando os observadores do Sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, esses apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para respresenta-los falsamente e os acusar e. Por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles." – O Grande Conflito (1973), pág. 607. A julgar pela forma como hoje, em dias de relativa paz, acusam, não é difícil supor como acusarão quando a prova final chegar!
Nessa ocasião, as palavras de apocalipse 3:9, o segundo texto que fala da sinagoga de Satanás, também se cumprirão. E.G. White aplica as palavras do texto à experiência desses apóstatas momentos antes de Jesus aparecer nas nuvens. "Logo ouvimos a voz de Deus semelhante a muitas águas a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus...Ao declarar o tempo, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou...Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos havia amado a nós...,e adoraram a nossos pés."- Vida e Ensinos(1964), pág.58. O ato de adorar não significa que se arrependeram e foram salvos. "Esta classe é de adventistas nominais que caíram, já criscificaram de novo o Filho de Deus, e O expuseram ao vitupério público. E na hora da tentação que está para vir, para revelar o verdadeiro caráter de cada um, eles conhecerão que estão perdidos para todo o sempre; e oprimidos, angustiados de espírito, cairão aos pés dos santos."- Word to the ‘Little Flock’, pág. 12.
Notem que os que compõem a sinagoga de Satanás "expuseram Cristo ao vitupério público". De que maneira? Uma delas pelo método satânico de acusações à Igreja e a seus membros, acusações que se tornam conhecidas aos de fora. Segundo a lei do Evangelho, faz-se ai próprio Cristo o que se faz ao seguidor de Cristo (Mat. 25:40).
A sinagoga de Satanás não começou a operar apenas a partir de 1914 com o surgimento dos chamados reformistas, distribuindo aos quatro cantos sua literatura deletéria, mas desde o início do movimento adventista.
No século passado, por exemplo, surgiram os que afirmavam que a igreja e seus dirigentes eram Babilônia, e usavam os escritos do Espírito de Profecia para substanciar seus pontos de vista. E.G. White os repreendeu, afirmando que Deus não os havia enviado, e que eram impulsionados por outro espírito (ver Mensagens Escolhidas, livro 2.pág. 63-71). Entre outras coisas, ela observou que a obra daquelas pessoas era "acusar a despedaça" (pág.69). Ela também disse: "Quando homens se levantarem, pretendendo Ter uma mensagem de Deus, mas em vez de combaterem contra os principados e potestades, e os príncipes das trevas deste mundo, eles formam um quadrado, virando as armas de guerra contra a igreja militante, tende medo deles. Não possuem as credenciais divinas."- Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, Pág.22.
E observem uma vez mais que o vitupério de Cristo é de natureza "publica". Hoje, a sinagoga de Satanás se encontra em franca atividade, utilizando meios de comunicação para alardear acusações, desde o correio convencional (através das malfadadas "marretas" anônimas) e a imprensa escrita ( na forma de livros e pesquisas sob o pretexto de informar os membros menos avisados) até recursos mais sofisticados (com mensagens eletrônicas via Internet). Com isso, inevitavelmente, a imagem do povo de Deus é denegrida diante do mundo, e o propósito satânico é cumprido, não importa se as acusações tenham fundamento ou não.
Males da sinagoga de Satanás
Recentemente chegou-me às mão cópias de um pasquim. Que tristeza! Quanto recurso desperdiçado em espalhar más novas, quando tantos estão ainda por conhecer as boas novas!
Publicações dessas natureza acabam não alcançado outro objetivo senão detratar uma Obra que não é nossa, mas de Deus. Os responsáveis por denúncias dessa natureza podem até estar bem-intencionados, mas não estão sendo um joguete nas mãos de Satanás, que é o acusador-chefe. Quando alguém acusa a Obra, outra coisa não faz senão cumprir os planos dele. Coisas desse tipo se tornarão cada vez mais freqüentes à medida que avançamos para a volta de Jesus.
Não sou tolo imaginando não haver problemas na igreja. Problemas há, e muitos; a Igreja, composta de pecadores, é ainda militante e continuará sê-lo até Jesus voltar. Ellen G. White diz que "embora existam males na Igreja, e tenham de existir até ao fim do mundo, a Igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado. A Igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração."- Testemunhos Para Ministros, pág. 49, grifos acrescentados. "Ele vela constantemente com solicitude por ela, e oferece-a por Seu Espírito Santo." – Mensagens Escolhidas, livro 2, pág. 96.
Mas é produzindo pasquim como esse que os problemas são resolvidos? É isso o que o Evangelho recomenda para correção do erro? É espalhando eventuais "roupas sujas" que deveriam ser "lavadas em casa", e só "em casa", que estes que fazem denúncias querem "consertar "a Igreja? Será que são tão ingênuas que não vêem que estão demolindo e não construindo? Têm todos os membros, que tomam conhecimento das denúncias, maturidade suficiente para não se desencantar com a Igreja? Os responsáveis deveriam lembrar que, muito ao contrário de consertar eventuais erros na administração da Obra, publicações dessa natureza causam irreparáveis prejuízos para esta mesma obra que gostariam, segundo afirmam, de ver bem administrada. Os prejuízos não são para pastores eventualmente referidos nas denúncias, mas para a Obra da qual participam. Por outro lado, será que os denunciantes já tentaram realmente ajudar na solução dos alegados problemas? Ajudar seguindo o que Jesus recomendou? Quantas vezes visitaram os pastores em pauta, apelaram a eles, oraram com eles e instaram com eles, se é que estão mesmo errados, a mudarem a atitude? Ou será que os pastores precisam exclusivamente de críticas, e não de visitas missionárias, espirituais e de oração intercessórias? É correto o que estão fazendo sem terem feito o trabalho pessoal requerido? E ainda que o tivessem feito e nenhuma mudança ocorresse, teriam direito de publicar o que publicam e de forma como o fazem?
Talvez tranqüilizem a consciência com a idéia de que visam a atingir apenas os adventistas para adverti-los e orientá-los. De fato, junto ao título do referido pasquim está a indicação de que a matéria nela impressa é destinada exclusivamente a adventistas do sétimo dia. Seríamos tão ingênuos imaginando que um material, uma vez publicado ficaria restrito a determinadas pessoas?
Os que fazem acusações poderão no futuro até se arrepende, e serem perdoados por Deus. Mas, e os resultados? Como serão compensados Quem trará de volta as almas que. Escandalizadas, deixaram a Igreja? Deveríamos temer levantar a voz e a pena contra a Obra e os que a dirigem, temer pelas implicações que serão de conseqüência eterna.
Já imaginamos que "prato cheio" são essas denúncias para os nossos adversários, os quais estão à cata de qualquer coisa para prejudicar a Igreja? Se Deus não revelou a Moisés seu ímpeto em querer consertar a congregação de Israel no deserto, a ponto de não deixá-lo entrar no terra prometida, e não revelou porque ao agir do modo como agiu, tomou a obra em suas mãos, desonrou a Deus e deu lado aos impenitentes de desculparem o mau curso de sua vida, o que estão dizendo dos "Moisés" modernos, que também intentam consertar o Israel de hoje, mas que são bem distintos do Moisés do passado, o fato de não terem sido comissionados por Deus?